Nota de Solidariedade aos trabalhadores e estudantes de Coimbra

Labipol Redes Sociais
Palestina Teimosa
Francisco Teixeira

Carta aos Diretores da UECE

Reitero a Vossas Senhorias que nosso compromisso precípuo é convergente: a preservação de uma universidade pública autônoma, plural e radicalmente democrática. Lamentavelmente, a condução adotada pela Direção do Centro de Humanidades e pela Reitoria no caso concreto apartou-se gravemente dessas nossas premissas.
Greve Geral em Portugal Foto: Georg Moritz/Getty Images
Foto de Marcela Uchôa

A greve enquanto expressão suprema do poder de dizer não

A resistência também se manifesta por meio dos corpos que ocupam as ruas e os espaços públicos. Afinal, não há ação política sem a presença concreta dos sujeitos. A greve, os protestos e as ocupações representam formas de contestação das dinâmicas de sofrimento social, precarização e indiferença.
Foto de vala comum em Manaus no período da pandemia de Covid-19. Foto de MICHAEL DANTAS (AFP)
Francisco Teixeira

O bolsonarismo antivacina

O cenário atual demonstra que a estrutura argumentativa pouco mudou: mesmo após mais de 700 mil mortes, o núcleo da extrema-direita bolsonarista permanece fiel ao negacionismo científico.

O Laboratório de Violência e Política (Labipol) da Universidade Estadual do Ceará vem manifestar a sua total solidariedade para com as moradoras e os moradores de Coimbra, em Portugal, que têm sido fustigados pelos fenómenos meteorológicos extremos que atingem o país nas últimas semanas.
A Câmara Municipal de Coimbra (equivalente a uma prefeitura, no Brasil) já se encontra a coordenar as evacuações das zonas ribeirinhas do Rio Mondego, acolhendo os desalojados em escolas e edifícios públicos da cidade. Adicionalmente, estão a ser levados a cabo esforços de contenção de danos após o deslizamento do talude da Cerca de Santo Agostinho ter colocado em risco os residentes da Alta de Coimbra, zona que concentra as repúblicas de estudantes e os principais edifícios da Universidade de Coimbra.
A Universidade de Coimbra, que acolhe o Instituto de Estudos Filosóficos e o Centro de Estudos Sociais, conta, entre os seus investigadores, com quatro membros do Labipol, sendo que dois deles residem na cidade de Coimbra (encontram-se em segurança, apesar dos danos materiais registados).
Sublinhamos as recentes declarações do Doutor Jonas van Vossole, residente em Coimbra e membro do Labipol, ao Jornal Maio: “a culpa não é do vento”, nem da chuva. Pelo contrário, “os desastres chamados ‘naturais’ são sempre, acima de tudo, desastres sociais e políticos”. Esta é uma realidade incontornável, uma vez que “eventos catastróficos deste tipo afetam as populações de forma profundamente desigual”.
Reforçamos ainda que “as alterações climáticas, amplamente documentadas pelo IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), tornam estes fenómenos cada vez mais frequentes e intensos, refletindo interesses económicos e políticos que colocam o lucro acima da vida”.
Expressamos, portanto, a nossa total solidariedade aos trabalhadores e estudantes de Coimbra e de toda a nação irmã, Portugal.