Noticiário parisiense de 2018 movimenta racistas no Brasil

Francisco Luciano Teixeira Filho
Palestina Teimosa
Francisco Teixeira

Carta aos Diretores da UECE

Reitero a Vossas Senhorias que nosso compromisso precípuo é convergente: a preservação de uma universidade pública autônoma, plural e radicalmente democrática. Lamentavelmente, a condução adotada pela Direção do Centro de Humanidades e pela Reitoria no caso concreto apartou-se gravemente dessas nossas premissas.
Greve Geral em Portugal Foto: Georg Moritz/Getty Images
Foto de Marcela Uchôa

A greve enquanto expressão suprema do poder de dizer não

A resistência também se manifesta por meio dos corpos que ocupam as ruas e os espaços públicos. Afinal, não há ação política sem a presença concreta dos sujeitos. A greve, os protestos e as ocupações representam formas de contestação das dinâmicas de sofrimento social, precarização e indiferença.
Foto de vala comum em Manaus no período da pandemia de Covid-19. Foto de MICHAEL DANTAS (AFP)
Francisco Teixeira

O bolsonarismo antivacina

O cenário atual demonstra que a estrutura argumentativa pouco mudou: mesmo após mais de 700 mil mortes, o núcleo da extrema-direita bolsonarista permanece fiel ao negacionismo científico.

As redes bolsonaristas reativaram uma série de jargões xenofóbicos e racistas. Apresentando um vídeo de imigrantes franceses, ameaçando uma professora de morte, os bolsonaristas alertaram para a importância de retomar o discurso conservador, apoiando a extrema direita europeia.

Acontece que o vídeo é, na realidade, de 2018. Aconteceu no Lycée Edouard-Branly, em Créteil, região de Île-de-France (arredores de Paris), na França. Eram, na ocasião, dois adolescentes menores de 16 anos, franceses, que portavam uma arma de Airsoft. No mesmo dia, os jovens foram denunciados e se entregaram à polícia. Após curta detenção, foram liberados e cumpriram penas disciplinares. A professora foi liberada do trabalho por 8 dias para cuidados psicológicos.

Os estudantes afirmaram tratar-se de uma brincadeira e que não tinham verdadeira intenção de coagir a professora. Não ficou claro, no noticiário, se a professora sabia ou não da encenação.

O caso retornou às redes em decorrência de um discurso de Jeanine Pirro, Procuradora-Geral do Distrito de Columbia, que criticou as nações do Ocidente que cederam ao islamismo. “É hora de reagir!”, disse ela à Fox News. Ela ainda afirmou que acabara de voltar de Paris e que as festas de Ano Novo haviam sido canceladas por ameaças. A senhora Pirro é conhecida por sua islamofobia e teve seu programa cancelado pela Fox News por essa razão. Trump a fez procuradora em maio de 2025.