O bolsonarismo antivacina

Francisco Teixeira
Palestina Teimosa
Francisco Teixeira

Carta aos Diretores da UECE

Reitero a Vossas Senhorias que nosso compromisso precípuo é convergente: a preservação de uma universidade pública autônoma, plural e radicalmente democrática. Lamentavelmente, a condução adotada pela Direção do Centro de Humanidades e pela Reitoria no caso concreto apartou-se gravemente dessas nossas premissas.
Greve Geral em Portugal Foto: Georg Moritz/Getty Images
Foto de Marcela Uchôa

A greve enquanto expressão suprema do poder de dizer não

A resistência também se manifesta por meio dos corpos que ocupam as ruas e os espaços públicos. Afinal, não há ação política sem a presença concreta dos sujeitos. A greve, os protestos e as ocupações representam formas de contestação das dinâmicas de sofrimento social, precarização e indiferença.
Flávio Bolsonaro e Trump
Francisco Teixeira

Nota sobre PCC e CV, terrorismo e soberania

Nesse ponto, não falamos mais de interesse nacional, mas sim de “queimar toda a floresta” para fazer valer o interesse mesquinho de uma facção familiar.

Em 11 de março de 2020, o avanço global do coronavírus levou à declaração oficial da pandemia, no Brasil. Seis anos depois, recordamos que, em um dia como hoje, o Brasil já acumulava 35.047 vítimas fatais, atingindo a trágica marca de mil mortes diárias. Naquela mesma data, a imprensa noticiava o chamado ‘apagão de dados’, provocado pela tentativa do governo Bolsonaro de omitir e restringir os números de infectados e óbitos. Paralelamente, registrava-se a inauguração do Hospital de Campanha em Goiás, em pleno auge do tensionamento político entre o governador Ronaldo Caiado e o Palácio do Planalto, motivado pela adesão do gestor estadual às medidas sanitárias recomendadas pelos sanitaristas.

Curiosamente, nesta mesma data em 2026, o ex-governador de Goiás retorna ao centro do debate midiático pelo mesmo pano de fundo. Em participação recente em um podcast alinhado à extrema-direita, Caiado envolveu-se em uma discussão ao confrontar o apresentador, afirmando que faltava ao comunicador competência técnica para negar a eficácia das vacinas.

Hoje, repetindo o comportamento de seis anos atrás, o ecossistema bolsonarista mobilizou-se contra Caiado após o político sustentar que: 1) médicos não são, necessariamente, cientistas; 2) profissionais da medicina, sem formação científica específica, não devem arbitrar sobre o desenvolvimento vacinal; e 3) podcasters não têm o direito de disseminar desinformação que coloque em risco a saúde coletiva.

O cenário atual demonstra que a estrutura argumentativa pouco mudou: mesmo após mais de 700 mil mortes, o núcleo da extrema-direita bolsonarista permanece fiel ao negacionismo científico.