Solidez das lideranças políticas nos Trends do Google

A pesquisa Genial/Quaest, publicada no último 11 de fevereiro (G1), fez ascender um sinal vermelho no Planalto. Parece consistente a tendência de queda de Lula (PT), que marcou 35% das intenções de voto, contra 29% de Flávio Bolsonaro (PL). O comboio ainda tem Ratinho Jr. (PSD) com 8% e Romeu Zema (Novo) com 4%. Os outros nomes fizeram 1%, cada. Indecisos foram 7% e brancos e nulos, 15%. O cenário de 2º turno aponta para um Lula em queda, tendo caído de 48%, em 08/2025, para 43%, agora. Flávio Bolsonaro, no sentido oposto, subiu de 32% para 38%.

Pesquisa Quaest mostra desempenho de Lula e Flávio Bolsonaro em eventual 2º turno — Foto: Arte g1

 

Todavia, pesquisas de intenção de voto, principalmente tão distantes do pleito, tendem a não colaborar com o entendimento do que está a acontecer e servem mais para guiar estratégias políticas e poder de negociação dos partidos e pré-candidatos. Explico: as pessoas não estão tão informadas do cenário político, nesse período, e tendem a apontar para os nomes mais familiares. Lula, não há dúvidas, é o político mais conhecido do Brasil, estando no cenário há mais de 40 anos. Flávio Bolsonaro, porém, tem a seu favor o fato de ser Bolsonaro. Seu reconhecimento está ligado ao seu sobrenome, não ao primeiro nome. Ele herda os potenciais votos do pai, inelegível e preso, mas também sua rejeição, que para um candidato com pouca entrada no cenário nacional, empata tecnicamente com Lula, que está no poder há mais de 20 anos e carrega o peso do incumbente, que se tornou central nas últimas eleições.

Mas pensem comigo: o que há para saber sobre Lula? O que há para saber sobre Flávio Bolsonaro? Convenhamos que discurso negativo contra Lula está constantemente nas redes sociais e na mídia tradicional, enquanto Flávio paira como um candidato do Bolsonaro – ênfase em Bolsonaro -, que agora é apenas um idoso doente, preso na Papuda. A vantagem do 01 é ser constantemente obscurecido pela sombra do pai, nas redes sociais e na mídia. Todavia, há muito poeira sobre Flávio, que ainda deve ser abanada pela campanha eleitoral por vir, quando a figura entre parêntese for o filho candidato, não o pai preso. Flávio consegue resistir? Acho pouco provável, pois seu teto é muito baixo. Lula, por outro lado, é consistente. Não se consegue colar nele, até o presente momento, muito mais coisa que o antipetismo já foi capaz de colar.

Lula, ao lado de Bolsonaro, o Jair, são os nomes nacionais, atualmente. Não há outro, a preço de hoje. Entre os pré-candidato mais citado nas Redes Sociais, Lula segue na frente, seguido de Jair Bolsonaro. Lula esteve nos trends do Google por 39 vezes, enquanto Flávio, apenas 13. Veja o interesse pelos candidatos no Google: Lula, em vermelho; Jair, em Azul; Nicolas Ferreira, em Amarelo; e Flávio, em verde. A consistência de Lula e Jair Bolsonaro provam a ideia de que são eles os nomes nacionais. Nicolas Ferreira teve seu momento fora da curva, na sua caminhada para Brasília, mas o rio logo voltou ao leito, junto com Flávio. Nesse caso particular, a falta de interesse por Flávio, nas redes, nesse período pré-eleitoral, tende a contribuir com ele. Quanto mais ele permanecer por baixo da sombra do pai, mais ele sustenta sua vantagem contra os outros candidatos. Lula, por ser constantemente lembrado, tende a sustentar estável a sua rejeição. Ela não voltará aos patamares mínimos da história, mas não chegará a superar Flávio, tudo constante.

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