O Laboratório de Violência e Política (Labipol) da Universidade Estadual do Ceará vem manifestar a sua total solidariedade para com as moradoras e os moradores de Coimbra, em Portugal, que têm sido fustigados pelos fenómenos meteorológicos extremos que atingem o país nas últimas semanas.
A Câmara Municipal de Coimbra (equivalente a uma prefeitura, no Brasil) já se encontra a coordenar as evacuações das zonas ribeirinhas do Rio Mondego, acolhendo os desalojados em escolas e edifícios públicos da cidade. Adicionalmente, estão a ser levados a cabo esforços de contenção de danos após o deslizamento do talude da Cerca de Santo Agostinho ter colocado em risco os residentes da Alta de Coimbra, zona que concentra as repúblicas de estudantes e os principais edifícios da Universidade de Coimbra.
A Universidade de Coimbra, que acolhe o Instituto de Estudos Filosóficos e o Centro de Estudos Sociais, conta, entre os seus investigadores, com quatro membros do Labipol, sendo que dois deles residem na cidade de Coimbra (encontram-se em segurança, apesar dos danos materiais registados).
Sublinhamos as recentes declarações do Doutor Jonas van Vossole, residente em Coimbra e membro do Labipol, ao Jornal Maio: “a culpa não é do vento”, nem da chuva. Pelo contrário, “os desastres chamados ‘naturais’ são sempre, acima de tudo, desastres sociais e políticos”. Esta é uma realidade incontornável, uma vez que “eventos catastróficos deste tipo afetam as populações de forma profundamente desigual”.
Reforçamos ainda que “as alterações climáticas, amplamente documentadas pelo IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), tornam estes fenómenos cada vez mais frequentes e intensos, refletindo interesses económicos e políticos que colocam o lucro acima da vida”.
Expressamos, portanto, a nossa total solidariedade aos trabalhadores e estudantes de Coimbra e de toda a nação irmã, Portugal.






